A febre dos relógios inteligentes

No mercado de smartwatches – os relógios inteligentes -, quem saiu na frente foi a Samsung e a Motorola. Mas o dia nove de março promete ser um divisor de águas para essa indústria.

O misterioso convite para um grande evento da Apple nessa data está sendo apontado como o dia em que o mundo conhecerá o Apple Watch, dispositivo de pulso aguardado como o consolidador de uma nova onda tecnológica.

Além do design elaborado, o Apple Watch tem, entre suas principais funcionalidades, a telefonia, câmera, monitoramento cardíaco e notificações de mensagens. Para a webdesigner Tatiana Oshiro, os smartwatches são uma resposta da indústria aos consumidores preocupados com a qualidade de vida. “Muitos desses relógios vão de encontro ao apelo dos cuidados com a saúde. Eles monitoram os passos dos usuários e as calorias queimadas”, exemplifica.

Conectado aos iPhones 5 ou 6, o Apple Watch sincroniza automaticamente, via Bluetooth, os dados de cada dispositivo. O preço estimado é de 349 dólares (ou aproximadamente mil reais, de acordo com uma cotação de 2,9 reais por dólar no final de fevereiro).

Mas a grande novidade do dispositivo é o pagamento digital. Usando tecnologia NFC (Near Field Communication) embutida, uma compra pode ser concluída no Apple Watch aproximando-o de um terminal que já possua essa tecnologia.

O pagamento virtual já é possível com smartphones avançados de outras marcas. Mas, se o Apple Watch cair no gosto do público, tem tudo para decretar o declínio dos cartões de crédito e débito. Isso sem contar que o sucesso do aparelho também abrirá caminho para mais produtos eletrônicos vestíveis, como os relógios e pulseiras inteligentes.

Os principais modelos do mercado

Entre os modelos de smartwatch mais conhecidos, estão o Gear Samsung, que, sincronizado com um smartphone da linha Galaxy, permite atender e realizar ligações, receber notificações e tirar fotos.

Reprodução

O Moto 360, da Motorola, tem as mesmas funcionalidades que o Gear, mas é à prova d’água e funciona em qualquer smartphone Android 4.3. E também possui monitor cardíaco que acompanha o progresso do usuário.

Outros modelos que estão conquistando o mercado são o Fitbit Charge, mais voltado ao segmento de fitness, e o Pebble. Entre as pulseiras inteligentes, se destacam o vívosmart, da Garmin, e o do bem máquina, da fabricante de bebidas Do Bem.

Para Tatiana, o mercado de smartwatches tem tudo para ser dominado pela Apple. No entanto, ela não tem pressa de colocar o dispositivo no pulso. “Não compraria o primeiro Apple Watch. Eu esperaria um design melhorado e mais funções, pois o produto será caro por levar o royalty da marca.”

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Inclusão digital que “cai” do céu

Nem em ônibus, nem em praças públicas. Se depender do Google, a solução para levar internet à população carente está na estratosfera. Acoplando aparelhos de transmissão de internet a balões que sobem a alturas de 20 km a 30 km, o Google quer criar uma extensa rede wireless de 3G em zonas remotas onde a infraestrutura de serviços é escassa.

O Projeto Loon, do Google, consiste em estudar tecnologia experimental de acesso à internet por meio de balões. A ideia nasceu em 2013, com o objetivo de levar cobertura de internet a áreas carentes ou que sofreram com desastres naturais. Tanto os balões como as antenas foram projetadas para resistir às condições climáticas da estratosfera e ficar acima de fenômenos climáticos, aves e aviões.


Em 2014, os balões do Projeto Loon foram testados no Piauí. Três deles, equipados com equipamentos LTE (Long Term Evolution, que significa ‘Evolução a Longo Prazo’) e tecnologia 4G sobrevoaram a capital Teresina, localizada próxima à linha do Equador.

O motivo, de acordo com o Google, era estudar o comportamento dos equipamentos em ambientes mais quentes. Outros dois balões foram soltos em Campo Maior, norte do estado, e permitiram que os alunos de uma escola rural tivessem acesso à internet por uma hora – tempo que os dispositivos sobrevoaram a região.

Se a ideia do Google funcionar, os governos terão uma solução mais flexível e menos custosa do que levar infraestrutura de cabeamento aos locais carentes. Além disso, os balões poderão ser informados, via central, de que determinada área apresenta maior demanda por conexão, e se deslocar para lá.

Outros gigantes de tecnologia estão trabalhando para levar internet aos locais mais afastados. Recentemente o Facebook, por meio do seu projeto Internet.org, lançou drones e satélites para ampliar o acesso à internet. De acordo com a empresa, oferecer conectividade através de drones é uma forma mais barata de disponibilizar internet.

Há quem invista em conexões terrestres. A startup portuguesa Veniam, por exemplo, quer que todas as antenas de carros sejam convertidas em retransmissoras de sinal wi-fi gratuito.

A empresa viabilizou um sistema em que os carros participantes estariam equipados com um hotspot wi-fi carregado pelo próprio veículo, que permite a conexão de qualquer pessoa à rede mundial de computadores. A ideia é vender o projeto a prefeituras e governos interessados em criar redes de internet gratuitas.

O resultado dessas iniciativas é aguardado com expectativa. Se ficar comprovado que estruturas móveis podem levar internet de qualidade a qualquer lugar, então uma grande revolução em infraestrutura de TI (tecnologia da informação) e conectividade estará em marcha.

Acostume-se a proteger seus dados virtuais

Pode ser com a Sony, Apple, governo dos EUA ou gente comum: todo vazamento de dados causa estragos enormes. Quase levei uma ‘celularzada’ da mulher, que quis terminar comigo por causa do vazamento de uma conversa picante no WhatsApp do grupo de amigos que participava.

Aproveitando a bobeada imperdoável de um deles, a ex-namorada megera e vingativa pegou o celular do dito e enviou as conversas para as outras namoradas do Clube do Bolinha virtual. Era lá onde costumávamos marcar cervejadas, tirar sarro uns dos outros e contar vantagens.

O diálogo que provocou a confusão foi onde o vacilão e outro membro comprometido se vangloriavam da inesquecível noite com moças da vida. “A fulana de tal é do japa”, disse um deles, sugerindo que eu seria o próximo a passar pelo bordel… O que nunca aconteceu.

Na hora não adiantou explicar nada. Minha quase ex-namorada achou que eu estava no meio do rolo e me mandou para aquele lugar. De cabeça quente pela injustiça, briguei de volta e levou quase um mês para que conversássemos numa boa. O amigo vacilão não teve a mesma sorte. Perdeu a amizade daquele que também pulou a cerca, e teve o caso exposto a toda a sua agenda de contatos.

Esse outro amigo, por sua vez, estava em viagem romântica na Europa com a cara-metade e teve que dar muitas explicações. Sob algumas condições – ser fiel e não falar mais com o ‘muy amigo’ vacilão -, as coisas se apaziguaram. Com culpa ou não, posso compartilhar algumas lições do episódio:

– Ajude-se. Por mais gostoso que seja, para alguns, compartilhar detalhes da vida privada, desenvolva a cultura de privacidade e pense bem antes de expor detalhes de sua vida nos gadgets ou nas redes sociais.

– Proteja seus dados. Se a dica é tão óbvia assim, porque o meu inocente amigo sequer tinha colocado senha no celular?

– A menos que não se importe em dar explicações, apague suas conversas do histórico. Principalmente as mais picantes.

– Além do controle do histórico de conversas, há apps que possibilitam falar anonimamente. Um dos mais conhecidos do mercado é o Snapchat, ferramenta de mensagens de texto e imagens que permite escolher o tempo que a comunicação ficará na tela.

Tem outra dica de segurança para compartilhar? Gostaria muito de conhecer. 😉

Mercado de TI também sofre com a escassez de água

Como a falta de água mexe com o setor de TI (tecnologia da informação) e telecom? De várias formas, de acordo com especialistas de tecnologia. “Tendo uma matriz baseada na hidroeletricidade [que representa cerca de 70% do parque gerador brasileiro], tenho dificuldade em oferecer energia”, explica Pietro Delai, gerente de consultoria e pesquisa do IDC Brasil, em evento na Amcham (Câmara Americana de Comércio), realizado no final de janeiro.

Essa carência de energia afeta o posicionamento do setor, continua Delai. “(A hidrelétrica de) Itaipu, no Paraná, está oferecendo energia abundante a muitas empresas de datacenter que se mudarem para lá.” Como grandes consumidores de energia, empresas do setor de TI e telecom passam a levar muito em conta a instalação de estruturas perto de fontes energéticas.

Apesar das perspectivas de crescimento restrito, Delai enxerga oportunidades no setor. Em TI, a escassez de energia deve criar um movimento de atualização de parque tecnológico. “Temos uma geração de máquinas de storage e servidores de 5 a 6 anos que têm eficiência energética menor. Os processadores atuais dão mais operações por quilowatt (Kw) do que os equipamentos anteriores. Hoje, com o mesmo custo energético de 1 giga, se consegue produzir 10 giga”, argumenta.

O consultor Eduardo Tude, CEO da Teleco, disse que as oportunidades serão mais bem aproveitadas nas localidades com melhor infraestrutura tecnológica. “Uma migração desse tipo (de TI) vai acontecer em cidades com infraestrutura de telecom. Não se pode imaginar que uma empresa se mude para uma cidade sem internet de alta velocidade.”