A invasão tecnológica do setor automotivo

Há muito as montadoras estão reunindo em seus carros as tecnologias de internet das coisas e realidade aumentada, dando um novo sentido ao conceito de veículos autônomos.

No começo do ano, a Mercedes-Benz levou seu modelo futurista F 015 à feira de tecnologia Consumer Electronics Show (CES), para apresentar ao público os recursos de mobilidade desse automóvel híbrido de gasolina e eletricidade.

Conectado à internet, o F 015 se interliga à rede própria de navegação GPS, tem display sensível ao toque e disponibiliza serviços complementares nos smartphones iOS e Android.

Entre eles, informações atualizadas sobre o estado do carro, recomendação de caminhos e comandos diversos que vão do controle da temperatura interna até direção autônoma – o carro pode ser programado para sair da garagem ou estacionar sem motorista.

Além da Mercedes, a BMW também tem seu modelo autônomo, o i8, e a General Motors está desenvolvendo seus modelos inteligentes.

Tanta tecnologia embutida em um só lugar também está atraindo competidores de outros segmentos. Os gigantes Google, Apple e Baidu, dominantes na internet e dispositivos móveis, anunciaram a criação de seus próprios carros inteligentes.

Para montar seu veículo elétrico até 2020, a Apple está estruturando uma divisão automotiva e contratando profissionais do ramo a peso de ouro. O namoro da Apple com os carros está apenas começando. O CEO da empresa, Tim Cook, chegou a dizer que o Apple Watch deve substituir a necessidade de chaves de carros. Tudo depende do acesso que os novos carros proporcionarão aos dispositivos móveis.

Por sua vez, o Google desenvolve seu modelo desde 2010, animado pela demora das montadoras em integrar novas tecnologias. E o Baidu anunciou uma parceria com a BMW, para desenvolver carros automatizados que podem ser guiados sem motorista.

Com o avanço da tecnologia de internet das coisas, a aproximação entre as montadoras e as indústrias de tecnologia está só no começo. O setor de tecnologia quer participar de outras indústrias, e tem potencial financeiro e criativo para isso. No caso da indústria automobilística, resta saber se a relação vai ser simbiótica ou conflituosa.

Anúncios

Com a ajuda dos usuários, novo Windows 10 virá mais interativo

Para o lançamento do Windows 10, a Microsoft mudou de estratégia. A próxima versão do sistema operacional mais usado do mundo trará mais interatividade com plataformas móveis e de jogos, mas o detalhe que chama atenção é que, pela primeira vez, o desenvolvimento será feito em parceria com os usuários.

O Windows 10 deve sair apenas no final do ano, mas quem quiser conhecer as funcionalidades do novo sistema operacional e contribuir para o seu desenvolvimento já pode acessar a versão de testes, disponibilizada pela empresa em março.

A Microsoft quer, por exemplo, sugestões de melhorias gerais na interface, renderização, desktops virtuais e funcionalidades da assistente virtual Cortana.

“O Windows 10 será uma atualização grátis para milhões de usuários do PC”, disse Joe Belfiore, da equipe de desenvolvimento do novo sistema operacional. O problema é que a palavra “grátis” usada pelo porta-voz da Microsoft causou ruído na mídia. Mesmo porque, o sistema operacional só será gratuito por um ano.

Vários veículos de notícias publicaram que a nova versão poderia ser baixada gratuitamente para todos os usuários de Windows 7, Windows 8 e Windows 8.1 – piratas ou não, e ‘legalizando’ as versões anteriores.

É realmente verdade que todos os PCs detentores de Windows, genuínos ou não, estão aptos para baixar o Windows 10. Mas isso não significa que a nova versão baixada sobre outra pirateada será genuína, esclarece a Microsoft.

Ou seja, um Windows pirata vai continuar da mesma forma, independente de sua atualização. Assim como em versões anteriores, é bem possível que as cópias piratas sofram restrições de uso em relação aos programas originais.

O que o novo Windows tem?

O novo sistema operacional Windows quer deixar o uso de PCs e smartphones mais fácil e rápido. Inspirado na versatilidade de navegação dos smartphones, a Microsoft criou um formato de visualização de tarefas na tela que permite abrir vários aplicativos e observá-los em espaço separado. Com a nova organização, a transferência de uma área de trabalho virtual para outra ficou mais intuitiva.

E a assistente virtual Cortana, do Windows Phone, vai aparecer no Windows 10. Além de realizar buscas na internet, recomendar locais e fornecer informações, a assistente “aprende” sobre os tópicos de interesse do usuário e também gerencia a privacidade de dados. O problema é que ela está acessível apenas para os usuários americanos.

Para os fãs de jogos, o app do Xbox Jogos foi adaptado para o Windows 10. O aplicativo facilita a interação com outros usuários da Xbox Live no computador, ganhando ares de rede social. A ideia também é aproximar os internautas que jogam nos consoles Xbox One e Xbox 360.

Empresas também são parceiras

O desenvolvimento do Windows 10 está sendo apoiado por grandes empresas chinesas. A Lenovo, maior fabricante de computadores do mundo, está produzindo gadgets móveis com o novo sistema Windows 10.

E sua concorrente Xiaomi está trabalhando, de forma independente, em uma versão do Windows 10 em seu aparelho Mi 4, para futuro aproveitamento nos aparelhos.

O desenvolvimento de um novo produto em parceria com usuários e empresas mostra que a Microsoft está querendo ganhar terreno no mundo da tecnologia. Ao disponibilizar o Windows 10 de graça por um ano, procura ampliar sua base de usuários e estimular o desenvolvimento de novas funcionalidades. E mais usuários significa consumo renovado de produtos e serviços da Microsoft.

Testado e aprovado

No Google Play, a loja virtual de aplicativos do Google, um dos campeões de download é o app de otimização de desempenho DU Speed Booster, para usuários de smartphones Android. Mas o que faz desse aplicativo uma ferramenta tão interessante aos olhos dos usuários?

Para a maioria, é o ganho de performance. O app tem uma função exclusiva de limpeza de cache e memória RAM do smartphone, que remove restos de códigos que sobram quando um app qualquer é desinstalado. Com o tempo e à medida que outros aplicativos são instalados e removidos, os códigos se acumulam e travam o desempenho do celular.

De acordo com testes conduzidos pela equipe de desenvolvedores do fabricante Baidu, o app consegue acelerar em até 60% o desempenho dos smartphones. A ferramenta é bastante amigável para o usuário, e basta um único clique para acionar o comando de limpeza eletrônica do celular. Com espaço adicional, menos dados são processados. Desse modo, o app proporciona um benefício adicional, que é a economia de bateria.

DUSB

Unindo com eficiência funções de melhoria de desempenho e antivírus, o app já foi baixado por mais de seis milhões de usuários. Quem avaliou o app se mostrou bastante satisfeito: a média é de 4,5, sendo 5 a nota máxima.

Antivírus

Outra função do app é alertar sobre programas maliciosos e barrá-los antes de sua instalação no smartphone. A função de segurança permite identificar aqueles aplicativos que solicitam permissões excessivas de acesso, ou que revelem comportamento suspeito.

DUSB 2

Além disso, o DU Speed Booster consegue impedir instalações de malwares e códigos que roubam ou espionam os dados dos usuários com eficiência quase total (98,5%). Também é possível administrar permissões solicitadas para cada aplicativo instalado, bem como gerenciar e excluir apps rapidamente.

Para os fãs de jogos, o app cai como uma luva. O recurso de aceleração de desempenho atua na memória RAM e no processamento de games, o que aumenta em até 30% os FPS (sigla em inglês para Quadros Por Segundo). Assim, o celular sofre menos com panes de desempenho e deixa o usuário mais confiante para jogar no dispositivo.

As possibilidades abertas pelos novos aplicativos da Apple

Além de novos dispositivos, a Apple está ajudando a transformar indústrias tradicionais, como saúde e automotivo, com seus aplicativos específicos. No evento que marcou o lançamento do relógio inteligente Apple Watch e de uma versão mais leve e poderosa do MacBook, a fabricante aproveitou a ocasião para anunciar o app de pesquisa médica Research Kit. As funcionalidades dos aplicativos estão redesenhando várias indústrias tradicionais, conforme abaixo: Research Kit Disponível para download a partir de abril, o Research Kit transforma os aparelhos da Apple em ferramentas de coleta de sinais vitais dos usuários. Mediante permissão dos usuários, os dados são enviados a hospitais e médicos, que podem fazer um diagnóstico mais preciso em função das informações detalhadas. Mais do que diagnósticos, o ResearchKit deve se tornar um instrumento importante de pesquisas médicas. Com mais pessoas participando de regiões geográficas diferentes, as possibilidades de pesquisa se ampliam consideravelmente. A ideia é acelerar as pesquisas das principais doenças do mundo, de acordo com a Apple. “Todo este trabalho será facilitado, já que as pessoas precisam apenas apertar um botão para compartilhar seus diagnósticos.” Além disso, a quantidade maior de informações garante mais segurança e precisão nas pesquisas e nos diagnósticos. O CEO da Apple, Tim Cook, disse que o ResearchKit será completamente Open Sourc (Código Aberto). Apple Pay O Apple Play, aplicativo de pagamentos móveis, é cada vez mais aceito nos Estados Unidos. Cook mencionou que, quando o serviço foi disponibilizado no ano passado, apenas seis instituições financeiras trabalhavam com o aplicativo. “Hoje, são mais de 2.500”, comemora o CEO da Apple. CarPlay Cook também falou do CarPlay, sistema IVI (sigla em inglês para Informação-Entretenimento dentro do Carro) que permite acessar dados do Iphone no painel do carro, via controle de voz ou direção. Além de navegação, é possível fazer chamadas telefônicas, enviar e receber mensagens e acessar conteúdo multimídia. Cada vez mais montadoras estão aderindo ao sistema, com a adaptação dos modelos 2015 e 2016 ao sistema. assegura Cook. “O CarPlay muda a forma como interagimos com nossos carros.” Home Kit Ainda em desenvolvimento, a plataforma Home Kit propõe a conversão do Iphone em um controle remoto universal. Assim que estiver pronto, será possível ligar aparelhos eletrônicos, apagar luzes e trancar fechaduras via Iphone. É claro que, para aproveitar as comodidades do serviço, será preciso adaptar a casa para que seja possível ativar os comandos remotamente, o que deve dar novo impulso ao mercado de construção civil. Health Kit e Apple TV O Health Kit, aplicativo de fitness que monitora batimentos cardíacos, calorias queimadas e nível de glicose, e o Apple TV – plataforma de conteúdo em nuvem da Apple – também foram elogiados por Cook. Na ocasião, o executivo anunciou uma parceria exclusiva com o canal de TV HBO. “Tudo que você precisa é uma conta no HBO Now, conexão banda larga e um dispositivo Apple”, diz o CEO, sobre o serviço da empresa. A Apple será parceira exclusiva no Now, com mensalidades de 14,99 dólares ao mês nos EUA. Ao desenvolver apps inovadores, a Apple mostra que a companhia não está preocupada apenas em novos produtos. Os aplicativos são uma forma importante de criar interatividade e comodidade aos usuários.

A chegada ao Brasil do pagamento móvel via celular

Por enquanto, somente os felizes applemaníacos americanos conseguem desfrutar da experiência de fazer compras e pagar usando os respectivos Iphones. Tudo isso graças à plataforma Apple Pay – de pagamentos móveis via celular – embutida nos aparelhos. Há, nos EUA, cerca de 200 mil estabelecimentos comerciais que já recebem o serviço.

O sistema da Apple ainda não está disponível fora dos EUA, mas o Brasil prepara o terreno para viabilizar os pagamentos móveis via celular. De acordo com a Época Negócios, Bradesco, Itaú e Banco do Brasil estariam negociando com a Apple para aderir ao sistema do Apple Pay.

O acordo com os bancos é a ponta que falta para o funcionamento do sistema no Brasil. A tecnologia NFC (sigla em inglês para Comunicação por Campo de Proximidade) está disponível nos dois modelos mais recentes, o Iphone 6 e o Iphone 6 Plus, que são vendidos no Brasil.

No Apple Pay, os usuários podem comprar seus produtos encostando o seu Iphone 6 nos terminais de pagamento online das lojas, eliminando assim a necessidade de usar o cartão magnético.

E as duas principais bandeiras de crédito, a Visa (detentora da marca Cielo) e a Mastercard (Rede), já assinaram acordos operacionais com a Apple para possibilitar o serviço de pagamento nos gadgets.

Samsung Pay

Nos Estados Unidos, a tecnologia de pagamentos móveis via celular caminha de vento em popa. Em abril, a Samsung lança por lá os smartphones Galaxy S6 e S6 edge, que virão com o sistema Samsung Pay. Os aparelhos devem chegar ao Brasil um mês depois.

Desse modo, os Galaxy se juntam ao Iphone 6, da Apple, como smartphones que permitem aos usuários pagar suas compras encostando os dispositivos em terminais de compras instalados nas lojas.

Além da tecnologia NFC, o Samsung Pay – plataforma de compra móvel que virá embutido nos novos smartphones Galaxy S6 e Galaxy S6 edge – também terá o MST. O sistema, que em português significa Transação Magnética Segura, vai garantir a compatibilidade do S6 com as máquinas mais antigas que passam cartões magnéticos sem chip.

Com isso, o alcance dos pagamentos da Samsung será maior que os da Apple. Mas, assim como no Apple Pay, a efetivação da compra exige confirmação por impressão digital. Analistas de mercado dizem que o modelo da fabricante coreana foi copiado da Apple.

Isso parece não incomodar muito a Samsung, uma vez que a fabricante vem enfrentando vários processos judiciais movidos pela Apple nos últimos tempos. A concorrente americana vive acusando a Samsung de copiar suas tecnologias e design de produtos.

Android Pay
O Google também está aperfeiçoando a sua plataforma de pagamentos móveis, o Android Pay. No MWC (Mobile World Congress) 2015, principal evento de mobilidade do mundo que ocorreu no início de março, o Google anunciou o Android Pay, sua plataforma de pagamentos móveis. Trata-se de uma versão melhorada do Google Wallet, app de pagamentos que não conseguiu a mesma adesão do varejo que o Apple Pay.

Na verdade, o Android Pay é uma API (em português, Interface de Programação de Aplicativos) que o Google vai disponibilizar aos desenvolvedores que quiserem integrar a plataforma aos próprios apps.

Usando o Android Pay, os usuários poderão armazenar as informações de pagamento no smartphone, mas a responsabilidade da segurança será dos aplicativos que adotarem a plataforma.

Assim que as plataformas de pagamentos móveis da Apple, Samsung e Google vingarem, os cartões de crédito e débito sumirão das carteiras e virão para dentro dos celulares.