Novas funcionalidades do Apple Watch causam estranhamento

Os primeiros usuários do Apple Watch, disponível desde o dia 24 em um seleto grupo de países que não inclui o Brasil, não ficaram muito entusiasmados com o novo aparelho. ‘Desajeitado’ e ‘lento’ foram algumas das opiniões predominantes a respeito do relógio eletrônico da Apple.

Usuários revelam que o aparelho demora para iniciar e leva algum tempo para entender como executar as tarefas. Na internet, várias pessoas disseram ter levado pelo menos dois dias para se acostumar às funções do relógio.

Nenhuma crítica especializada falou em simplicidade e facilidade de uso, o que contraria a filosofia da marca. Algumas publicações até elogiaram o design do relógio, mas isso nem foi uma opinião unânime.

A lentidão na hora de transferir informações e dados do telefone, via bluetooth e wi-fi, também foi um ponto negativo. O mesmo aconteceu com alguns apps, que demoravam para carregar, e houve casos de aplicativos desenvolvidos por terceiros que nem chegaram a abrir.

E a tecnologia touch screen também causou certo estranhamento. Dependendo da força aplicada na tela, o usuário acaba ativando uma função diferente da desejada. O excesso de notificações também foi motivo de reclamações.

A função da coroa ao lado do aparelho também demorou para ser assimilada. Ela serve para acessar e visualizar os aplicativos em uma grade circular.

Os críticos também reclamaram da vida relativamente curta da bateria, de cerca de 18 horas. Para eles, isso é um obstáculo que dificulta o rápido carregamento dos apps.

Aparelho é promissor

Apesar das dificuldades no manejo, os especialistas deram um voto de confiança ao Apple Watch. O aparelho não veio para substituir os smartphones, mas economizar o tempo que os usuários gastam para acessar informações, mensagens e fotos – objetivo plenamente alcançado.

Com o iPhone no bolso, o Apple Watch mostra notificações de aplicativos, e-mails e condições de trânsito.

Outra coisa que funcionou bem foi o pagamento móvel. Junto com o Apple Pay, o usuário pode cadastrar seus cartões de crédito tirando uma foto deles e armazenando os dados com um token único para cada um.

Ao pagar as contas com o relógio, a transação só será concluída se o aparelho estiver no pulso – o que aumenta a segurança da operação.

Há diversos smartwatches no mercado mais amigáveis, mas a combinação de design e novas funcionalidades do Apple Watch é uma vantagem que os especialistas apontam para que o aparelho se popularize – assim que os usuários se acostumarem.

Mas há quem prefira esperar um pouco mais para comprar um Apple Watch, contando com o desenvolvimento futuro. Veja post anterior aqui.

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Qual o futuro dos tablets?

Cinco anos depois do surgimento do primeiro iPad, o mercado de tablets está crescendo menos. No último trimestre de 2014, a Apple informou que as vendas de seus modelos iPad – que detém 80% do mercado mundial – atingiram 21,4 milhões de aparelhos. Isso significou um resultado quase 18% inferior ao do mesmo período de 2013, quando foram vendidos 26 milhões de dispositivos.

Apesar de a Apple manter o tom otimista, a popularização dos phablets – smartphones com telas maiores – e o baixo ciclo de troca de aparelhos pelos usuários são ameaças reais. Diante desse cenário, um sinal de atenção pode estar se acendendo nessa indústria.

O CEO da Apple, Tim Cook, disse que há muitos usuários que ainda não possuem tablets, especialmente nos Estados Unidos, Japão e Reino Unido. Ao mesmo tempo, revela que seus consumidores trocam de iPhone a cada dois anos, em média, enquanto que os iPads levam cerca de cinco anos para serem trocados.

Questionado sobre o lançamento do novo iPad Pro, de 12 polegadas, o executivo não desmentiu nem confirmou o seu desenvolvimento.

Ainda é cedo para dizer se o mercado de tablets está atingindo a maturidade, mas o novo contexto afeta diretamente as vendas de minitablets, ligeiramente maiores que os phablets. Além disso, nem todos os modelos de minitablets estão adaptados para fazer chamadas telefônicas.

Alberto Blumenschein, chefe de desenvolvimento tecnológico da agência digital RedDrummer, acredita que o futuro dos tablets é a especialização. “Eles podem ser usados como PDAs (sigla em inglês para Assistente Pessoal Digital), cumprindo funções de agenda e interface para controle de outros dispositivos conectados pela internet das coisas”, disse.

Outra possibilidade para os tablets é a indústria de jogos eletrônicos. A Nintendo foi uma das pioneiras, apresentando seu modelo Wii U. Trata-se de um console com grande poder de processamento com tela sensível ao toque, capaz de suportar jogos em alta definição e interagir com outros jogadores a partir de TVs e notebooks.

A companhia estaria preparando o sucessor do Wii U, batizado de Nintendo Fusion. O modelo teria duas versões, uma com suporte a mídias físicas e 60 GB de armazenamento em Flash. O segundo modelo seria mais focado em conteúdo digital, saindo da fábrica com 300 GB de armazenamento em Flash.

A proposta do Fusion seria de ampliar o alcance do Wii U, suportando tanto seus jogos quanto seu joystick. O modelo também aceitaria os cartuchos do modelo 3DS da fábrica.

Faz sentido imaginar que o caminho dos tablets é a especialização. Atualmente, os dispositivos atendem ao nicho intermediário entre os smartphones e os notebooks, e estão sofrendo com a concorrência.

Os celulares inteligentes aumentam de tamanho e os notebooks estão vindo com recursos gráficos e processamento superiores. Se os tablets não oferecerem alternativas interessantes, vão acabar esquecidos pelos usuários.

Recurso inédito permite que vítima de golpe online peça indenização ao Baidu Antivírus

Promoção criada para o período de compras do Dia das Mães permite que os usuários do Baidu Antivírus sejam reembolsados em até R$ 1 mil caso sejam vítimas de golpe de DNS ao visitar sites de e-commerce

O Baidu Antivírus, que recebeu uma das certificações de segurança mais importantes do mundo, a VB100, anuncia hoje uma ação inédita na história do varejo online brasileiro, a feature Compra Segura. O recurso garante a todos usuários brasileiros do Baidu Antivírus o direito de receber reembolsos de até R$ 1 mil caso sofram golpes online do tipo DNS no período de compras de dia das mãos.

Baidu AV

Segundo o CERT.br,  Centro de Estudos Resposta e Tratamento de Incidentes de Segurança no Brasil, diariamente, acontecem mais de 6 mil tentativas de fraudes no Brasil envolvendo serviços de e-commerce.  Além disso, ao longo do último ano, mais de 4,5 milhões de modems foram infectados com códigos que modificam o DNS legítimo de um site. Na prática, isto quer dizer que mesmo quando o usuário escreve corretamente uma URL em seu navegador acaba enviado a um site falso, onde suas informações, como número de cartão de crédito e dados bancários podem ser furtadas.

O recurso Compra Segura garante que o usuário será enviado para o IP legítimo de serviços de e-commerce, evitando este tipo de golpe em 100% dos casos.  Para estar protegido e ter o direito à indenização no valor de até mil reais, o usuário deve ter a versão mais recente do Baidu Antivírus instalada em seu computador, concordar com os Termos de Uso da promoção e obedecer às recomendações de segurança do software, não seguindo adiante, por exemplo, em sites que forem identificados como potencialmente perigosos pelo antivírus.A indenização é válida, de acordo com os Termos de Uso descritos no software do Baidu, para compras efetuadas entre os dias 13 de abril a 17 de maio. Os sites protegidos e parte da promoção são:

AliExpress.com

Americanas

Netshoes

Peixe Urbano

Ponto Frio

Magazine Luiza

Extra

Casas Bahia

Livraria Saraiva

Submarino

Ricardo Eletro

Shoptime

Kalunga

Insinuante

Fnac

Novo Mundo

Usuários têm dezenas de apps nos gadgets, mas só usam mesmo menos de dez

Mais de dois milhões e meio de apps para todos os gostos e idades estão disponíveis nas duas maiores lojas virtuais de aplicativos móveis da internet, o Google Play e a Apple Store. Muito embora a profusão de aplicativos sugira um apetite massivo por novidades virtuais, a realidade mostra que não é tão fácil assim conquistar a lealdade dos usuários.

Divulgação

Uma pesquisa de dezembro da Mobile Marketing Association – entidade que reúne mais de 800 empresas no mundo – e a Nielsen Ibope aponta que os usuários mantém, em média, até 40 apps nos respectivos tablets e celulares.

Desse montante, somente cerca de sete deles são usados regularmente por 84% dos consumidores. A grande maioria desinstala aplicativos por causa de falhas, e 31% trocam de app quando acham outro melhor.

Em termos de preferência, 81% dos usuários gostam de acessar as redes sociais pelo celular. Nessa categoria, um dos mais baixados é o WhatsApp. Em paralelo, 51% gostam de assistir vídeos e, entre os games, o Candy Crush lidera com 18% de downloads.

Entre os bancos, o app do Banco do Brasil é o primeiro no celular, com 16%. E música também é uma categoria altamente procurada, com 65% de downloads.

Diante de tantas opções, o que faz um aplicativo se destacar em meio à multidão? Para especialistas em mobile web, é preciso definir seu público alvo e criar um programa visualmente atrativo.

Além dessas dicas, Gabriel Oyarzabal, co-fundador da agência argentina de mobile marketing Jampp, disse que o caminho passa pela criação de um produto funcional, que se integre facilmente a sensores, câmeras e GPS. Na hora de divulgar o app nas lojas virtuais, a recomendação é enaltecer os benefícios dos produtos, e atentar para as críticas. Elas podem ajudar a melhorar seu aplicativo.

Para evitar páginas falsas de sites, cautela ainda é a melhor saída

“A lição é a de sempre: nunca confie de primeira. O acesso ao site do meu banco, por exemplo, só é feito em minha máquina e rede.” Essa é a recomendação do blogueiro Manoel Netto, do Tecnocracia, para evitar que os usuários acabem entrando, sem querer, em páginas falsas de bancos, supermercados ou sites de compra.

No início do ano, Ana Sniesko, diretora de relacionamento da agência de comunicação Conexus, passou por uma situação intrigante. Ela não estava conseguindo entrar no site do banco com o qual a agência trabalhava.

“Colocávamos os dados da conta na página, mas ela não abria. Tentamos usar o app do banco no celular, mas também dava mensagem de erro”, lembra Ana. Como os computadores da agência e os celulares estavam sendo acessados por wifi, Ana resolveu visitar o site do banco usando a rede 3G. “Consegui entrar numa boa. Foi aí que percebi que tinha coisa errada.”

Tanto Ana como Netto tiveram experiências desagradáveis com ataques de vírus em forma de páginas falsas de internet. É um tipo de ataque difícil de prever e identificar, admite Netto. “Você pode até desconfiar e tal, mas se o atacante fizer um bom trabalho de clonar determinados sites, vai conseguir coletar informações importantes de usuários menos atentos.”

Ataque de DNS

Os golpes acontecem quando o fraudador invade o servidor de DNS (sigla em inglês para Sistema de Nomes de Domínios) de uma empresa e cria um falso endereço de origem, para registrar as senhas e informações pessoais de quem acessar a página clonada.

Essencial para os acessos à internet, o serviço de DNS funciona como uma lista telefônica virtual que converte nomes como “resenhatech.com.br” nos números que formam os endereços IP de uma rede. É por isso que esses golpes são chamados de Ataques a DNS ou, mais precisamente, Envenenamento de Cache.

O nome vem do fato que a cache é a área do servidor DNS em que os dados ou processos mais usados pelo internauta são armazenados para serem rapidamente acessados, otimizando o desempenho de navegação. Se os dados introduzidos na cache de um DNS não forem autênticos, então o envenenamento está instalado.

Os golpistas acabam se aproveitando da distração dos usuários e registram domínios parecidos. “É sempre bom estar atento pois às vezes são coisas muito sutis, como o ‘l’ (ele) e o ‘i'”, alerta.

Netto disse que precauções nunca são demais. “Hoje em dia, nunca uso servidores de DNS atribuídos automaticamente. Também confiro sempre qualquer site relativamente sensível em que pretendo visitar.”

Campus Party

A experiência de Netto com um ataque de DNS aconteceu na primeira edição da Campus Party, em 2008. Em um dado momento, o blogueiro reparou que a bancada em que compartilhava o acesso com outros usuários não estava funcionando, ao contrário das demais.

Pensando que se tratava de um bloqueio de acesso da organização da Campus Party, Netto e outros usuários foram se queixar. A administração do evento não só negou a restrição, como também ajudou a apurar que a causa era um ataque de DNS.

“Ela descobriu o IP responsável pelo spoof. Como todos os cabos estavam identificados, encontramos o notebook que estava causando o ataque e acompanhamos quando a administração apreendeu o equipamento e esperou a volta do dono”, conta Netto.

O notebook estava interceptando as requisições de internet dos computadores da bancada de Netto e redirecionando o tráfego para si próprio. Também exibia uma página com anúncio falso de veto, o que provocou desentendimentos entre os blogueiros e a organização.

“O problema da censura não foi causado ou deliberado pela organização do evento, mas um ato isolado de um moleque irresponsável que queria prejudicar (sabe-se lá por qual motivo) a área dos blogs”, disse Netto, na época.

Conexus

No caso da Conexus, Ana acredita que o ataque veio do equipamento da operadora de internet. “A Net mandou o modem para análise e não encontrou nada. Mas quando decidimos trocar por outro de maior velocidade e roteador separado, o problema cessou”, recorda-se a executiva.

A agência não teve prejuízos financeiros, ao contrário de uma funcionária. A mesma havia tentado acessar a conta bancária diversas vezes, sem sucesso. Foi quando recebeu uma ligação da gerente do banco, que queria confirmar se a funcionária havia feito uma movimentação fora do padrão.

Enquanto a funcionária tentava acessar a conta, provavelmente algum criminoso se apropriou dos dados e efetuou saques indevidos. “Uma série de contas foi paga sem conhecimento da correntista. Mas depois o banco a compensou”, lembra Ana.

Depois do episódio, os procedimentos para acesso à conta ficaram mais detalhados. “No site, procuramos ver se aparece o ícone do cadeado (indicando que o site é seguro), uma vez que na outra página ele não aparecia”, comenta. “Estamos mais cuidadosos.”