O botão virtual está cada vez mais real

Quem nunca ficou preocupado com o desgaste dos botões físicos dos celulares? Durante o dia, é normal apertar o dispositivo incontáveis vezes para acessar telas de comandos,  fazer ligações ou acionar a câmera embutida. E quanto mais antigo o celular, maior a chance de o botão falhar.

Mesmo quando ele não funciona, dá para usar o celular por meio de apps que substituem os botões físicos ou ativar a função de botão virtual embutida nos aparelhos mais recentes.

No Google Play, o app Assistive Touch for Android vem sendo elogiado pelos usuários, mas há vários programas de botão virtual disponíveis na loja. Na versão gratuita, o Assistive Touch for Android simula as mesmas ações do sistema original.

Para os donos de Iphone, basta ligar o recurso no menu Configurações/ Ajustes > Geral > Acessibilidade > Assistive Touch (ativar opção).

Há quem ache que os botões virtuais vão acabar virando tendência nos próximos anos. Uma reportagem da Business Insider revela que os chineses costumam usar seus Iphones dessa forma. Como o recurso pode ser movido para qualquer canto da tela, não atrapalha a visualização de imagens ou uso de aplicativos.

À medida que mais usuários começam a usar botões virtuais, colocam um dilema nos fabricantes: desenvolver botões físicos mais resistentes ou eliminá-los de vez, apostando cada vez mais em funcionalidades virtuais.

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Por um mundo com menos fios

A partir do ano que vem, os novos celulares, computadores, TVs e outros dispositivos chegarão ao mercado com portas de entrada padronizadas para receber um cabo “universal”, eliminando a necessidade de manter conectores diversos, como o USB 3.0, HDMI, VGA e outros.

Desenvolvido pela Intel, o cabo Thunderbolt 3 adotou o formato 3.1 de USB – também chamado de USB-C. A velocidade de transferência de dados do Thunderbolt 3 é de impressionantes 40 Gbps (gigabits por segundo), o que equivale a copiar 5 GB (gigabytes) de arquivos de um computador a outro em apenas um segundo.

Só para comparar, uma versão 3.1 do formato USB normal chega a “apenas” 10 Gbps. Para se diferenciar, o Thunderbolt 3 vem com um raio como símbolo. O cabo da Intel é tão potente, que suporta uma carga de 100W (watts). É uma quantidade de energia suficiente para carregar quatro celulares ao mesmo tempo desde que, para isso, o fio esteja conectado a um hub.

Ao adotar o padrão no novo MacBook Pro de 12 polegadas, a Apple foi a primeira a aderir ao Thunderbolt. O Google foi outra empresa a usar o formato, em seu notebook Chromebook Pixel.

Como toda tecnologia nova, há desafios a serem superados. Os equipamentos antigos vão precisar de adaptadores para abrigar o Thunderbolt e o novo USB 3.1, o que vai encarecer um pouco o uso dos conectores.

Mas a adesão do Google e da Apple ao USB-C é apenas o começo do fim do emaranhado de cabos. A compatibilidade do cabo com diversos formatos de dados, vídeo, áudio e energia vai fazer com que uma única porta de conexão ligue vários equipamentos simultaneamente.