Mais seguro e sob demanda: a liberdade de assistir conteúdo digital via streaming

Enquanto o Netflix, líder de conteúdo por streaming, dá os primeiros passos na produção de filmes para cinema, a Apple, que estreou no nicho de streaming com o Apple Music, agora pensa em criar filmes em um serviço próprio de vídeos sob demanda para a TV.

É uma forma de não ficar para trás em um segmento que se populariza no mundo inteiro, e que anda derrubando o mercado de downloads de música, filmes e jogos. A Apple sentiu na pele o que isso significa, uma vez que o seu serviço de downloads iTunes está sendo diretamente afetado.

Faz todo o sentido colocar os pés na seara do streaming. O instituto Nielsen Music divulgou que em 2014 a venda de álbuns digitais via download caiu 9% e a de músicas, 12%, ao mesmo tempo em que o consumo de serviços de streaming de vídeo e áudio cresceu 50% – o que dá 164 bilhões de musicas transmitidas. Diante dessa movimentação, ninguém duvida que a principal forma de consumo de música e vídeo nos próximos anos será via streaming.

A regra do jogo é aumentar a base de clientes, para depois cobrar por serviços agregados. A sueca Spotify, por exemplo, oferece um acervo de mais de 30 milhões de canções disponíveis aos seus sessenta milhões de usuários. Quinze milhões deles assinam a versão paga, o que dá a eles o direito de usar o app sem visualizar anúncios entre uma música e outra e também ouvir em modo offline.

Mesmo quem não é do ramo está adaptando suas plataformas para o streaming. Facebook e Twitter estão desenvolvendo funcionalidades para vídeos gravados e transmissões ao vivo, oferecendo à sua audiência novas experiências interativas.

Os fãs de streaming argumentam que assistir conteúdo sob demanda é mais seguro do que baixar arquivos de origem desconhecida. Além disso, é uma forma de acessar conteúdo legalmente, o que aumenta as possibilidades dos autores de viver de suas obras.

Eles também se sentem mais livres de uma programação rígida e pouco flexível oferecida pelos estúdios de TV. Via streaming, eles podem assistir ao conteúdo quando e onde bem entenderem. Isso muda a forma como se mede a audiência. O fato de um programa ter baixa receptividade na hora da transmissão não é mais um sinal inequívoco de que ela tem que ser cancelada. Ela pode ser armazenada em sistemas de transmissão via internet para visualizações futuras.

A transmissão por streaming não está mudando apenas o formato de conteúdo próprio das emissoras. O site Twitch.tv, por exemplo, permite streaming de jogos online e já tem 50 milhões de acessos mensais. Os usuários podem acompanhar os jogos em tempo real e interagir com os jogadores via chat ou voz. Empreendedores podem criar cursos à distância, ou mesmo a transmissão de eventos ao vivo.

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