Para crescer no mercado de streaming, Amazon vai parar de vender Chromecast e Apple TV

É melhor correr. A partir do dia 29 de outubro, a Amazon vai deixar de vender os aparelhos de streaming Chromecast, do Google, e Apple TV, da Apple. A justificativa da Amazon é que eles “não interagem bem” com o seu serviço de streaming Prime Video.

Justificando a decisão, a Amazon disse que “é importante que os tocadores de mídia por streaming que vendemos interajam bem com o Prime Video, de modo a evitar confusões para o cliente”.

Em contrapartida, o dispositivo de streaming Roku, de fabricante própria, e os consoles Xbox One (Microsoft) e PlayStation (Sony) rodam perfeitamente o Prime Video, e continuarão no catálogo de vendas, segundo a Amazon. Para isso, basta plugar o dispositivo Fire TV nos aparelhos e assistir ao conteúdo do Prime Video ou até do concorrente Netflix.

De acordo com a agência Parks Associates, 86% dos aparelhos de streaming usados nas residências americanas são da Amazon, Apple, Google ou Roku. Com 34% de participação de mercado, a Roku lidera, seguida pelo Google (23%). No ano passado, a Amazon tomou da Apple a terceira posição do mercado de dispositivos de streaming.

Analistas de mercado ouvidos pela Bloomberg disseram que a decisão da Amazon de interromper as vendas do Chromecast e Apple TV em seu canal é uma forma de turbinar as vendas do Prime Video. Um deles, Michael Pachter, da Wedbush Securities, questiona a eficácia da estratégia.

“Creio que a desculpa de evitar confusão para o consumidor é uma tentativa não muito velada de favorecer os produtos da Amazon em detrimento dos demais, e considero isso uma jogada ruim (da Amazon).”

O que Pachter provavelmente viu é que a Amazon parece estar disposta a sacrificar as vendas de aparelhos populares e apostar no próprio produto. Que, aliás, vai muito bem de conteúdo. A série ‘Transparent’, produzida pela Amazon, é um sucesso de audiência e puxou a onda de novos assinantes. Ela também ganhou o Globo de Ouro deste ano como melhor série de comédia e de melhor ator do gênero (Jeffrey Tambor, que dá vida a um pai de família que assume ser transexual).

Na briga pela preferência do público, o Google deve ser mais afetado que a Apple. Ao contrário da concorrente, o Google não tem lojas próprias, e deve sofrer um pouco mais o baque da perda de um canal de vendas. O que não deve demorar muito, porque a boa aceitação do Chromecast deve fazer com que a gigante de internet caia nos braços de varejistas concorrentes da Amazon, como a Best Buy.

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Sem volante e sem pedais: o carro do Google vem aí

Se depender do Google, dirigir com as mãos no volante vai virar coisa do passado dentro de alguns anos. Até 2020, deverão estar disponíveis nas lojas americanas as primeiras versões comerciais do Google Self-Driving Car, um miniveículo de dois lugares mais conhecido pela sigla SDC.

O carrinho parece uma miniatura do Fiat 500, mas tem espaço de sobra para acolher os dois passageiros. Será que é porque não tem volante nem pedais? Provavelmente sim, porque eles não fazem falta no protótipo.

Sensores no teto e nas laterais do carro são ativados assim que o motor é ligado. Para isso, basta apertar o botão no meio dos passageiros. Nesse instante, o carro se conecta com o Google Street View, que calcula a melhor rota a ser usada.

Sistemas de inteligência artificial, radares e sensores LIDAR (tecnologia ótica que usa ondas de luz para colher informações sobre o ambiente) começam a guiar o carro pelas ruas, a uma velocidade de aproximadamente 40 km/h.

A sensibilidade do carro para obstáculos é grande, de acordo com os desenvolvedores do projeto. Quando necessário, o SDC respeita sinais vermelhos e desvia de pedestres, ciclistas e outros carros.

Ok, mas qual a chance de um carro sem volante, de dois lugares e que não ultrapassa 40 km/h fazer sucesso? Na verdade, o SDC cai como uma luva para pessoas idosas, com alguma limitação física ou que simplesmente não querem dirigir.

Certamente o carro do Google não vai tornar os carros atuais obsoletos. Tanto que a própria empresa descartou a ideia de se posicionar como fabricante de automóveis. O objetivo do SDC é se tornar uma opção de mobilidade para pessoas que não querem ou não podem dirigir.

Nos Estados Unidos, a infraestrutura tecnológica de dados torna o desenvolvimento de um invento como o SDC totalmente viável. Por aqui, resta torcer para a nossa rede de dados aumentar e suportar a navegação por GPS em larga escala para, quem sabe, ter os SDC no menor tempo possível.