A reinvenção da Microsoft

Mais um ponto para a Microsoft. Lançado no final de outubro, o Surface Book, híbrido de tablet e notebook da companhia, surpreendeu a crítica especializada com seu alto desempenho e design inovador.

Microsoft Surface Book

O novo 2-em-1 da Microsoft não é barato (US$ 1.499), mas a empresa garante que o hardware do Surface Book oferece uma performance duas vezes maior que o do MacBook Pro 13′ (US$ 1.299), seu concorrente direto.

O motor do Surface é o processador Intel Skylake i7, versão superior ao i5 de quarta geração do MacBook. Traduzindo em miúdos, o Surface tem potência de sobra para rodar tarefas que exigem alta capacidade de hardware, como edição de vídeos e renderização de gráficos 3D.

Em termos de memória RAM, o Surface tem um dispositivo de 16 GB que armazena 1 TB de disco de estado sólido, ao contrário do MacBook, que oferece até 512 GB de SSD. Mas a cereja do bolo do Surface é a placa de vídeo GDDR5 Nvidia GeForce, superior ao Intel Iris 6100 do Macbook. Para extrair o máximo desempenho do chip gráfico, a Microsoft convocou sua equipe do Xbox. O notebook foi feito para atuação corporativa, mas é possível rodar alguns jogos pesados sem a configuração cheia.

O design também agradou muito. Assim como o MacBook, o Surface é feito de ligas de magnésio, mas o note da Microsoft vem com dobradiças que se movem junto com a tela.

Usando como tablet, a tela de 13 polegadas do Surface é grande e relativamente pesada (0,8 kg). Assim, ler ou assistir a um filme no Surface fica mais confortável quando ele está no colo.

O sistema operacional Windows 10 também foi um grande acerto da Microsoft. Além da volta do menu Iniciar, o sistema oferece mais interação entre plataformas e ainda pode ser baixado de graça.

Depois de alguns anos patinando com produtos que não agradaram (Windows Phone e o Windows 8), a Microsoft ressurge no mercado ao se revelar um inovador fabricante de hardware. A aposta no segmento 2-em-1 (tablet e notebook) trouxe ao mundo a linha Surface, e leva os concorrentes Apple e Lenovo a correr atrás do desenvolvimento de modelos próprios.

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Para crescer no mercado de streaming, Amazon vai parar de vender Chromecast e Apple TV

É melhor correr. A partir do dia 29 de outubro, a Amazon vai deixar de vender os aparelhos de streaming Chromecast, do Google, e Apple TV, da Apple. A justificativa da Amazon é que eles “não interagem bem” com o seu serviço de streaming Prime Video.

Justificando a decisão, a Amazon disse que “é importante que os tocadores de mídia por streaming que vendemos interajam bem com o Prime Video, de modo a evitar confusões para o cliente”.

Em contrapartida, o dispositivo de streaming Roku, de fabricante própria, e os consoles Xbox One (Microsoft) e PlayStation (Sony) rodam perfeitamente o Prime Video, e continuarão no catálogo de vendas, segundo a Amazon. Para isso, basta plugar o dispositivo Fire TV nos aparelhos e assistir ao conteúdo do Prime Video ou até do concorrente Netflix.

De acordo com a agência Parks Associates, 86% dos aparelhos de streaming usados nas residências americanas são da Amazon, Apple, Google ou Roku. Com 34% de participação de mercado, a Roku lidera, seguida pelo Google (23%). No ano passado, a Amazon tomou da Apple a terceira posição do mercado de dispositivos de streaming.

Analistas de mercado ouvidos pela Bloomberg disseram que a decisão da Amazon de interromper as vendas do Chromecast e Apple TV em seu canal é uma forma de turbinar as vendas do Prime Video. Um deles, Michael Pachter, da Wedbush Securities, questiona a eficácia da estratégia.

“Creio que a desculpa de evitar confusão para o consumidor é uma tentativa não muito velada de favorecer os produtos da Amazon em detrimento dos demais, e considero isso uma jogada ruim (da Amazon).”

O que Pachter provavelmente viu é que a Amazon parece estar disposta a sacrificar as vendas de aparelhos populares e apostar no próprio produto. Que, aliás, vai muito bem de conteúdo. A série ‘Transparent’, produzida pela Amazon, é um sucesso de audiência e puxou a onda de novos assinantes. Ela também ganhou o Globo de Ouro deste ano como melhor série de comédia e de melhor ator do gênero (Jeffrey Tambor, que dá vida a um pai de família que assume ser transexual).

Na briga pela preferência do público, o Google deve ser mais afetado que a Apple. Ao contrário da concorrente, o Google não tem lojas próprias, e deve sofrer um pouco mais o baque da perda de um canal de vendas. O que não deve demorar muito, porque a boa aceitação do Chromecast deve fazer com que a gigante de internet caia nos braços de varejistas concorrentes da Amazon, como a Best Buy.

Operadoras de telefonia querem competir em igualdade com Netflix e WhatsApp no Brasil

A discussão vai esquentar. Em um congresso de telecomunicações no início de agosto, o presidente da operadora Telefonica/ Vivo, Amos Genish, chamou o aplicativo WhatsApp de “pirata”, acusando a empresa americana de se aproveitar da infraestrutura de telefonia sem dar as mesmas contrapartidas tributárias das operadoras do setor.

“É pirataria no pior sentido, é um operador na Califórnia, usando nossos números e clientes e sem obrigações regulatórias, jurídicas e fiscais (no Brasil)”, disparou Genish.

Assim como o Facebook (que controla o WhatsApp) e Netflix, o app de conversa usa um modelo de negócio conhecido no mercado como over-the-top (OTT, serviço baseado em outro oferecido por uma operadora – no caso, chamadas de áudio, vídeo e mensagens).

Genish argumenta que nenhuma das operadoras OTT está obrigada a contribuir com o Fistel (Fundo de Fiscalização das Telecomunicações), criado pela Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações). Na Vivo, por exemplo, a contribuição ao fundo chega a quatro bilhões de reais todo ano, de acordo com o executivo.

Por esse e outros motivos, Genish fez questão de dizer que a Vivo nunca fará parceria comercial com o WhatsApp. Em relação ao app, as demais operadoras mostram estratégias distintas. A Claro oferece acesso gratuito ao app na compra do seu pacote de dados, enquanto que a Tim cobra pelo serviço e a Oi não inclui o app no pacote de dados.

O que há em comum entre as operadoras é o desejo de ver o mercado de banda larga regulamentado. Elas querem entregar até o final do ano um documento solicitando regras de atuação para serviços como o WhatsApp e o Netflix. As operadoras alegam que as empresas OTT usam a infraestrutura de dados e telefonia sem pagar por elas.

A Netflix se defendeu, dizendo que é uma empresa sediada no Brasil e paga, sim, todos os impostos devidos. Mas não os do setor de telefonia, porque não pertencem ao ramo – argumentação confirmada pela Anatel.

Em entrevista ao Revista Brasil, a advogada especialista em Direito Digital Gisele Arantes discordou da tese das operadoras de que as OTT usam a infraestrutura delas de graça. “Quando um usuário utiliza o WhatsApp, por exemplo para o serviço de voz, antes de mais nada está demandando um serviço de dados da operadora, então ele não está pagando pela ligação, que ele pagaria pelo plano normal, mas está pagando pelo serviço da internet. Não utiliza o plano de voz, mas utiliza o plano de dados”, argumenta a especialista.

O governo já deixou claro que pretende atuar na questão. No dia 19, o ministro das Comunicações, Ricardo Berzoini, afirmou que é preciso regulamentar aplicativos como Whatsapp, Skype, Netflix e Youtube. “Dá para dizer que esses aplicativos estão operando à margem da lei”, segundo o ministro, que defende “tratamento equânime a serviços de telecomunicações e novos serviços de internet”.

A polêmica que está acontecendo no setor de telecomunicações é parecida com a que acontece entre os taxistas e o aplicativo Uber. Com tempo, é possível regulamentar e taxar uma nova atividade, gerando impostos para o governo e oportunidades de empreendedorismo. Mas, no caso da polêmica da banda larga, desestimular o seu surgimento vai atrasar a desenvolvimento tecnológico, além de ir contra a democratização do acesso à rede mundial de computadores previsto no Marco Civil da Internet.

As lentes virtuais que transformam o mundo real

No meio do ano, a Microsoft escolheu a E3 – maior feira de jogos eletrônicos do mundo – para mostrar ao mundo o seu óculos de realidade aumentada HoloLens. E pela reação entusiasmada da plateia, o dispositivo agradou muito.

Junto com o Google Glass e o Morpheus, da Sony, o HoloLens joga mais expectativa no lançamento de dispositivos de realidade aumentada, que prometem interações tridimensionais de tirar o fôlego, tanto em jogos como navegação virtual. Tudo isso em um futuro bem próximo – 2016?

A boa receptividade do público da E3 deu impulso ao projeto de óculos holográfico da Microsoft, que anunciou há alguns dias o lançamento da versão para desenvolvedores em janeiro do próximo ano.

Mas, o que o óculos holográfico da Microsoft tem de tão interessante? Muita coisa. Ao colocar as lentes virtuais do HoloLens nos olhos, a sala de estar pode se transformar em um ambiente virtual repleto de painéis e telas gráficas.

Uma TV digital pode ser projetada na parede, para ver futebol e filmes. Se a programação estiver muito chata, é só ‘fechar’ a TV e ativar o jogo Minecraft. Com a vantagem de jogar em primeira pessoa, imerso em um ambiente totalmente tridimensional.

Também dá para acessar e-mails e conversar com amigos em janelas virtuais abertas em qualquer canto da sala.

Quem não quiser esperar até o ano que vem para conferir as funcionalidades dos óculos holográficos, pode ter uma pequena ideia de realidade virtual nas lojas da Rayban e rede Extra.

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Além de smartphones, Xiaomi vende purificador de água. Faz sentido?

No mesmo 16 de julho em que a fabricante chinesa de celulares Xiaomi anunciava seu primeiro modelo de TV de alta definição, o Mi TV 2S, um novo purificador de água roubou as atenções do mercado de tecnologia.

O aparelho que desviou as atenções é o Mi Water Purifier, da própria Xiaomi. No formato de uma caixa branca comprida (tem 40 cm de altura e uns 20 cm de largura), o filtro cumpre bem a função de eliminar resíduos bacteriológicos, físicos e químicos da água.

Tecnologicamente falando, o grande diferencial do Mi Water é a interação por meio da internet das coisas. Pelo celular, é possível consultar a qualidade da água filtrada e o tempo que falta para a troca do filtro. Quando a hora chega, é possível comprar o refil pelo app do purificador.

Disponível na China, o aparelho custa 1.300 yuans (ou 670 reais, de acordo com a cotação média de julho). O brasileiro Hugo Barra, vice-presidente da Xiaomi, disse que a empresa pensa em levar o Mi Water para outros mercados – começando pela Índia. Para o Brasil, não há previsão.

A aposta da Xiaomi em produtos tão diversificados tem como objetivo atrair ainda mais a sua jovem clientela. Vendendo smartphones tão potentes quanto o das principais marcas pela metade do preço, a empresa conquistou dezenas de milhões de universitários e consumidores que estão entrando na vida adulta.

Assim que o seu público amadurecer, vai querer comprar utensílios para a casa. Começando com purificadores e TVs, a Xiaomi quer ser lembrada como uma marca de tecnologia e também de utilidades para o lar. Ou de estilo de vida, como a fabricante prefere.

Com muito dinheiro e capacidade de inovação, as empresas de tecnologia perceberam que podem reinventar produtos tradicionais. Enquanto a Apple e o Google se envolvem com carros próprios automatizados, a chinesa Xiaomi prefere diversificar seus produtos para segmentos mais caseiros.

O desenvolvimento acelerado da internet das coisas permitirá cada vez mais a comunicação virtual entre diversos objetos. Hoje, com um celular, é possível controlar remotamente a programação de TV ou checar se a água da casa está boa para beber. Amanhã, será a casa inteira.

A commoditização dos smartphones

Cabendo facilmente em bolsos e bolsas, os smartphones de cinco polegadas não chamam atenção e oferecem boa visualização de imagens e navegação nas redes sociais. Com a procura aquecida, tudo indica que esse será o novo padrão de mercado nos próximos anos. Na Ásia, continente que lidera o uso de celulares, esses aparelhos já são dominantes.

Uma pesquisa de 2014 da empresa de serviços de internet Jana Mobile revela que os  aparelhos com mais de 5 polegadas são desejados por 61% dos usuários brasileiros. Desse total, 18% gostariam de ter um aparelho com 5 polegadas. É nessa especificação que se encaixam o iPhone 6 (4,7 polegadas), o Xiaomi Mi 4 (5 polegadas) e os Samsung Galaxy S6 e S6 Edge (5,1 polegadas).

Ainda há quem prefira aparelhos maiores, mais chamativos e fisicamente parecidos com os mini-tablets. Os de 5,5 polegadas (iPhone 6 Plus) são os preferidos por 17%, e as telas maiores (Nexus 6, com 5,9 polegadas) são cobiçadas por 26% dos donos de smartphones.

Esse é o caminho

A Apple percebeu que o caminho é esse. Junto com o tamanho dos Iphones, subiu também o lucro da venda dos aparelhos. De acordo com o Wall Street Journal, o ganho da Apple no primeiro trimestre representou 92% de todos os lucros de smartphones, puxado pelos iPhone 6 e 6S. A Samsung ficou em segundo lugar, com 15%. Como outras fabricantes perderam mercado, o total de lucros de ambas superou os 100%.

É claro que a Samsung não se conformou com a segunda posição. Os novos Galaxy S6 e S6 Edge são bastante confiáveis e poderosos, mas as vantagens param por aí. Não houve, por exemplo, uma grande mudança nas funcionalidades do aparelho, no tamanho da tela e nem no design (ao contrário da concorrente americana). Resultado: os usuários não ficaram entusiasmados e as vendas caíram.

Para complicar, a chinesa Xiaomi anda pressionando a Samsung com modelos bons e baratos. Na China, a Xiaomi já vende mais que os sul-coreanos, e vem tirando a diferença em outros mercados.

Samsung desenvolve celular 3D

A Samsung está atrás de novidades para virar o jogo. Entre elas, a criação de baterias mais duradouras e uma nova tecnologia de telas para smartphone com resolução 11K, que representa 2.250 pixels por polegadas – uma visualização rica em detalhes que daria efeito tridimensional às imagens do aparelho. Para comparar, o iPhone 6 Plus tem resolução de 401 pixels por polegadas.

Cada grande fabricante tem modelos próprios de smartphone de cinco polegadas, como o Nexus 6 (Google), o LUMIA 1520 (Microsoft) e o G4 (LG). Mas enquanto os modelos se aproximam em tamanho e desempenho, é preciso que eles sejam mais baratos, para atender à crescente demanda mundial por smartphones.

A Xiaomi tem oferecido respostas convincentes ao desafio do bom e barato – uma realidade que a Apple, a Samsung e outras grandes não podem ignorar.

Você trocaria um táxi pelo Uber?

Do mesmo jeito que o aplicativo Uber está fazendo sucesso entre os usuários, está causando uma enorme polêmica. Pelo app, o consumidor pode fazer uma corrida em um carro de luxo e pagar com base na distância percorrida. Ou seja, usar um serviço de transporte gourmet, para usar a expressão da moda.

Quem não está nada feliz são os taxistas, que acusam o Uber de concorrência desleal. Ao contrário dos taxistas, os motoristas do Uber não precisam de licença para operar nem recolhem impostos – o que aumenta, de fato, a sua lucratividade. Além disso, os motoristas parceiros do Uber são particulares que compraram um veículo de luxo e resolveram se associar ao aplicativo.

Quem usou o Uber considerou o serviço muito bom. Os carros são novos, confortáveis e os motoristas trabalham de terno e gravata. Eles também são muito educados e atenciosos. E o valor da corrida não é tão diferente ao da tarifa cobrada pelos taxistas.

Em uma cidade como São Paulo, onde conseguir um táxi nos horários de pico é um exercício de paciência, o Uber pode ser uma alternativa viável. Para melhorar a convivência entre os taxistas, penso que o governo poderia estudar formas de regulamentar e taxar a atividade.

Proibir o app, como quer a Prefeitura de São Paulo, não parece ser a melhor solução. A tecnologia cria, muda e destroi negócios o tempo todo, e quem souber se adaptar terá uma grande vantagem competitiva.

No domingo (5/7), o colunista do Estadão Renato Cruz fala sobre a polêmica do Uber em São Paulo, emitindo uma opinião, a meu ver, bastante coerente: “o que chama atenção nessa história toda é que as autoridades, no lugar de buscar uma maneira de regularizar o serviço, procuram um jeito de tirá-lo de operação. Se o Uber não paga impostos, deveria ser autuado pela Secretaria Municipal de Finanças, e começar a pagá-los. Se representa concorrência desleal aos táxis, deveria ser criado um regulamento para reduzir essa assimetria, de preferência facilitando a vida dos taxistas, e não dificultando a atuação do Uber.”

Consumo consciente de energia é bom para o bolso e a natureza

Prepare o bolso, paulistano. Em julho, a conta de energia vai ficar 17% mais cara do que a de junho. Esse aumento se juntou aos demais que aconteceram no ano e deixou a conta 75% maior do que a tarifa cobrada em dezembro de 2014.

Seja você um abonado ou não, a ocasião é ótima para aderir de vez ao consumo consciente. Quem não vive sem celular, por exemplo, pode aprender a usar melhor a bateria. Isso será mais prático do que passar o dia inteiro usando a rede do Starbuck’s, do trabalho ou até da academia.

Pelas contas do TechTudo, deixar os carregadores de celular e tablet na tomada por 16 horas custa R$ 3,76. Pouco? Em um mês de 30 dias, são R$ 169,20. Ou R$ 2.064,24 em um ano de 366 dias.

A carga de energia necessária para fazer uma bateria funcionar é muito inferior ao que é necessário para ligar uma geladeira ou chuveiro elétrico. Mas seu uso correto preserva a vida útil do equipamento e evita o descarte precoce na natureza.

É bom lembrar que a busca de eficiência energética é um dos maiores desafios de responsabilidade sócio-ambiental para as indústrias eletrônicas. Dado que bilhões de seres humanos usam celulares e outros dispositivos, o que poderia representar o impacto de centenas de milhões de celulares jogados na natureza?

O botão virtual está cada vez mais real

Quem nunca ficou preocupado com o desgaste dos botões físicos dos celulares? Durante o dia, é normal apertar o dispositivo incontáveis vezes para acessar telas de comandos,  fazer ligações ou acionar a câmera embutida. E quanto mais antigo o celular, maior a chance de o botão falhar.

Mesmo quando ele não funciona, dá para usar o celular por meio de apps que substituem os botões físicos ou ativar a função de botão virtual embutida nos aparelhos mais recentes.

No Google Play, o app Assistive Touch for Android vem sendo elogiado pelos usuários, mas há vários programas de botão virtual disponíveis na loja. Na versão gratuita, o Assistive Touch for Android simula as mesmas ações do sistema original.

Para os donos de Iphone, basta ligar o recurso no menu Configurações/ Ajustes > Geral > Acessibilidade > Assistive Touch (ativar opção).

Há quem ache que os botões virtuais vão acabar virando tendência nos próximos anos. Uma reportagem da Business Insider revela que os chineses costumam usar seus Iphones dessa forma. Como o recurso pode ser movido para qualquer canto da tela, não atrapalha a visualização de imagens ou uso de aplicativos.

À medida que mais usuários começam a usar botões virtuais, colocam um dilema nos fabricantes: desenvolver botões físicos mais resistentes ou eliminá-los de vez, apostando cada vez mais em funcionalidades virtuais.

A aposta da Apple no conteúdo digital

Depois de conquistar o mundo com celulares e tablets, a Apple parece bem interessada no mercado de conteúdo digital. Já que a ideia de um aparelho de TV revolucionário não vingou, a Maçã se concentra na criação de um sistema próprio de TV nos Estados Unidos via streaming.

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O projeto da Apple é oferecer conteúdo local de emissoras norte-americanas em cadeia nacional. A concorrente Sony oferece um serviço semelhante, mas apenas para poucas cidades.

As negociações da Apple com as emissoras e retransmissoras não devem terminar rapidamente, pois elas são muitas e bastante diversificadas. Mas a base planetária de usuários Apple é um trunfo que, com certeza, não será desprezado pelas emissoras.

A parceria da Maçã com a HBO, emissora de TV que produz a bem sucedida série Game of Thrones, é o começo da investida. Em março, a Apple anunciou o HBO Now, serviço que disponibiliza todo o conteúdo da HBO por streaming na web.

Por 15 dólares mensais, todos os filmes e séries da emissora podem ser acessados pelos assinantes, que assim não precisam comprar os pacotes das operadoras de TV paga que tenham esse conteúdo. O serviço só existe nos EUA, mas deve chegar logo a outros países.

O serviço foi incorporado à Apple TV, a caixinha que funciona como central multimídia. Agora, além da conexão a inúmeros serviços, como integração de iPads, iPhones e iPod Touch, o assinante também poderá assistir à programação da HBO.

De acordo com o site Canaltech, as grandes empresas de TV paga nos EUA não estão preocupados com a chegada da Apple no mercado de streaming, “uma vez que a proposta desse sistema é oferecer uma alternativa aos pacotes da TV por assinatura, ao invés de se tornar um (poderoso) concorrente para eles.”

Mesmo assim, é impossível pensar que a Apple tem tudo para se tornar a primeira ou a segunda força nesse mercado. A Apple poderá transmitir o que as grandes produtoras de TV e cinema ainda não liberaram para o Netflix, o serviço dominante de streaming do mercado.

A Apple pode não ser vista como concorrente para as emissoras talvez porque ela não produza conteúdo, apenas o retransmita. Mas, e se ela se empolgar e criar suas próprias séries e filmes? Dinheiro e experiência técnica não faltam…