PSafe nega concorrência desleal

A desenvolvedora PSafe, criadora do app PSafe Total, negou no dia 17/8 a acusação de concorrência desleal do Baidu, recebendo com “indignação e estranheza” a ação do concorrente. A PSafe também se coloca à disposição das autoridades brasileiras para esclarecimentos referentes ao episódio.

Em comunicado oficial, a companhia esclarece que está sendo “injustamente atacada, mas continuará defendendo o mercado nacional de tecnologia e segurança na internet, por considerar que a internet segura é um bem público para o brasileiro.”

No dia 14/8, a Baidu teria entrado com um processo na Justiça de São Paulo contra a Psafe, alegando que a mesma estaria manipulando informações e praticando concorrência desleal. A multa seria de mais de R$ 500 mil e a exclusão do app PSafe Total do Google Play, em caso de condenação.

De acordo com a PSafe, as acusações da Baidu não têm “mérito”, pois nunca registrou sites para atacar competidores. “A PSafe apenas criou sites que ficaram no ar durante curto período, focados em ajudar os internautas brasileiros a resolver problemas causados pelos produtos da Baidu para PC, problemas estes que são alvos de críticas até hoje.”

Entre os produtos da concorrente citados pela PSafe, estão os apps Hao123, PC Faster, Baidu Antivirus e Spark Browser. Como os usuários reclamavam da dificuldade de desinstalar os aplicativos, a PSafe disse que criou soluções voltadas ao tema.

Um dos motivos de a Baidu entrar na Justiça contra a PSafe foi que o app PSafe Total estaria selecionando programas da Baidu para desinstalação.

Um pesquisador contratado pela Baidu testou o PSafe Total em smartphones com apps do Baidu e apareceram alertas falando dos “riscos” desses app ao usuário, pois, ao “pedir permissões excessivas”, o uso poderia ter fins “maliciosos”. O PSafe Total também excluiria apps do Baidu (mesmo muito usados), na hora de deletar apps pouco usados. E um app criado exclusivamente para testes e sem função, o Dummy Browser, teria sido classificado como “perigoso” pelo PSafe Total.

Procurado pelo ResenhaTech para falar sobre o teste, o PSafe não respondeu até a publicação deste post. Caso haja resposta, ela será publicada.

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Justiça manda Psafe remover mensagens falsas sobre a concorrência

A desenvolvedora de software PSafe foi proibida pela Justiça de São Paulo de veicular mensagens contra o aplicativo DU Speed Booster, do concorrente Baidu, que classifica o app como “vírus” ou aplicação de “alto risco”. A decisão foi proferida na 11ª Vara de Justiça Cível de São Paulo na segunda-feira (17/8), e o PSafe tem até cinco dias úteis para cumprir a decisão judicial. A sentença também determina que a PSafe “não estimule, de forma direta ou indireta” a remoção de aplicativos do Baidu”.

O Baidu provou que o app PSafe Total emitia alertas falsos sobre o antivírus e acelerador DU Speed Booster, alegando que a aplicação oferece riscos ao usuário. A Justiça entendeu que as mensagens do PSafe não se justificam e devem ser removidas.
A pedido do Baidu, o pesquisador Paulo Lício de Geus, professor associado da Unicamp e doutor em Ciências da Computação pela Universidade de Manchester, comprovando que o app da PSafe tratava qualquer app do Baidu como “poucos usados”, e sugeria aos consumidores que removesse os arquivos.

PSafe é acusada de concorrência desleal no Brasil

Um caso de concorrência desleal no setor de TI se transformou em processo judicial. A PSafe, desenvolvedora do antivirus PSafe Total e controlada pelo grupo chinês Qihoo, está sendo processada pela concorrente Baidu na Justiça de São Paulo. A denúncia foi feita na sexta-feira (14/8).

Desleal

Acusada de manipular informações sobre a concorrência e práticas desleais de mercado, a PSafe pode sofrer uma multa de mais de R$ 500 mil e ser obrigada a retirar seu app do Google Play, caso seja condenada. A desenvolvedora Baidu, responsável pelo buscador de mesmo nome e dos apps DU Speed Booster e Baidu Browser, alega que a PSafe está enviando mensagens falsas aos usuários há pelo menos duas semanas.

A ação do concorrente provocou uma desinstalação maciça de apps da Baidu nos últimos dias. Por isso, a empresa quer que a PSafe remova os alertas falsos e se retrate publicamente, além de ressarcir os prejuízos. “Em função dos graves e recorrentes prejuízos causados pelas atitudes não-competitivas, o Baidu se vê obrigado a pedir à Justiça brasileira que impeça a PSafe de continuar enganando seus usuários”, de acordo com comunicado.

Uma perícia sobre as mensagens do PSafe Total foi realizada pelo pesquisador Paulo Lício de Geus, professor associado da Unicamp e doutor em Ciências da Computação pela Universidade de Manchester (Reino Unido), a pedido do Baidu. Depois de vários testes, Geus constatou que, quando um usuário do PSafe Total tenta baixar o DU Speed Booster (app de aceleração de desempenho), surge um alerta advertindo sobre os “riscos” do app ao usuário, pois, ao “pedir permissões excessivas”, o uso poderá ser para fins “maliciosos”.

A deslealdade não para por aí. Assim que o usuário do PSafe Total começa a excluir um app qualquer do smartphone, recebe uma solicitação para deletar outros apps pouco usados. Só que, além dos menos acessados, também são apagados, invariavelmente, os aplicativos do Baidu – mesmo que eles sejam sempre utilizados. Os apps mais deletados são o DU Speed Booster, DU Battery Saver e Baidu Browser.

Geus também fez alguns testes para verificar se o software antivirus do PSafe estaria eliminando equivocadamente outros apps, e descobriu que o PSafe Total realmente desinstala programas do Baidu. A prova é que o perito criou um app sem funções, chamado de Dummy Browser, e o registrou como software do Baidu.

Quando o app foi instalado em um aparelho com PSafe Total, logo chegou uma notificação alegando que o aplicativo – sem função nenhuma e criado especificamente para teste – era “perigoso”, com a sugestão de excluir o mesmo.

A julgar pelo histórico da Qihoo, controladora da PSafe, é bom os concorrentes brasileiros se precaverem. Ela é acusada de concorrência desleal em vários países, e não é difícil suas polêmicas irem parar nos tribunais.

Aparelho ‘Xing ling’? Que nada, é Made in China

Ao menos no que se refere aos smartphones, os aparelhos chineses estão deixando de ser conhecidos pelo apelido genérico de ‘xing ling’ – dado aos produtos eletrônicos de baixa qualidade que imitam marcas conhecidas.

Fazendo aparelhos cada vez melhores e com dinheiro de sobra para gastar, as empresas chinesas de celulares e de tecnologia em geral estão mudando a percepção do mercado mundial em relação aos seus produtos e serviços. Um processo que poderia ser acelerado se os chineses investissem mais em posicionamento de marca e atendimento ao cliente.

Lenovo

A primeira grande marca chinesa a se tornar conhecida mundialmente foi a fabricante de notebooks Lenovo. Ela conquistou sua fatia global ao comprar a divisão de PCs da IBM e a de celulares da Motorola há alguns anos. No Brasil, adquiriu a CCE. E para quem acha que a Asus e a Acer vieram antes, é preciso destacar que ambas são taiwanesas.

No ramo de smartphones e telecomunicações, há empresas chinesas de classe mundial como Xiaomi e Huawei. Elas chegaram ao topo do multibilionário mercado consumidor da China vendendo produtos de alta qualidade a preços baixos. A Xiaomi contratou um brasileiro, Hugo Barra, para conduzir o processo de internacionalização nos mercados emergentes. No Brasil, os smartphones Xiaomi Mi 4 são um sucesso de vendas devido ao baixo preço e alto desempenho.

Tanto a Lenovo como a Xiaomi estão apostando em crescimento orgânico – compra de concorrentes e abertura de operações locais – para se tornarem conhecidos. No Ocidente, é preciso turbinar essa estratégia com construção de marcas e serviços de pós-venda (assistência técnica e atendimento ao cliente).

O exemplo da JAC

É um exemplo que as fabricantes chinesas de tecnologia poderiam aprender com a sua conterrânea JAC Motors. No Brasil, a montadora chinesa gastou uma fortuna para fazer com que o apresentador Faustão anunciasse seus carros na TV. Apesar da boa qualidade dos carros e preços em conta, as vendas patinaram. A JAC não avaliou que era preciso estocar peças de reposição em número suficiente para atender às demandas dos clientes. Elas demoravam a chegar e eram caras, porque tinham que ser enviadas da China.

De acordo com um executivo de marketing de uma empresa chinesa de tecnologia, os asiáticos são muito conservadores no que se refere a marketing e comunicação. Para construir marcas admiradas, ele lista algumas ações:

  1. a) ter um serviço de pós-venda impecável para nenhum consumidor falar mal da marca;
  2. b) ter um time de redes sociais trabalhando o engamento e simpatia do consumidor;
  3. c) apoiando causas que são caras aos consumidores: sustentabilidade e patrocínio de esportes;
  4. d) investir em publicidade “inspiracional”, que não é focada em venda, mas em mostrar uma imagem ‘cool’ da marca

A aposta da Apple no conteúdo digital

Depois de conquistar o mundo com celulares e tablets, a Apple parece bem interessada no mercado de conteúdo digital. Já que a ideia de um aparelho de TV revolucionário não vingou, a Maçã se concentra na criação de um sistema próprio de TV nos Estados Unidos via streaming.

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O projeto da Apple é oferecer conteúdo local de emissoras norte-americanas em cadeia nacional. A concorrente Sony oferece um serviço semelhante, mas apenas para poucas cidades.

As negociações da Apple com as emissoras e retransmissoras não devem terminar rapidamente, pois elas são muitas e bastante diversificadas. Mas a base planetária de usuários Apple é um trunfo que, com certeza, não será desprezado pelas emissoras.

A parceria da Maçã com a HBO, emissora de TV que produz a bem sucedida série Game of Thrones, é o começo da investida. Em março, a Apple anunciou o HBO Now, serviço que disponibiliza todo o conteúdo da HBO por streaming na web.

Por 15 dólares mensais, todos os filmes e séries da emissora podem ser acessados pelos assinantes, que assim não precisam comprar os pacotes das operadoras de TV paga que tenham esse conteúdo. O serviço só existe nos EUA, mas deve chegar logo a outros países.

O serviço foi incorporado à Apple TV, a caixinha que funciona como central multimídia. Agora, além da conexão a inúmeros serviços, como integração de iPads, iPhones e iPod Touch, o assinante também poderá assistir à programação da HBO.

De acordo com o site Canaltech, as grandes empresas de TV paga nos EUA não estão preocupados com a chegada da Apple no mercado de streaming, “uma vez que a proposta desse sistema é oferecer uma alternativa aos pacotes da TV por assinatura, ao invés de se tornar um (poderoso) concorrente para eles.”

Mesmo assim, é impossível pensar que a Apple tem tudo para se tornar a primeira ou a segunda força nesse mercado. A Apple poderá transmitir o que as grandes produtoras de TV e cinema ainda não liberaram para o Netflix, o serviço dominante de streaming do mercado.

A Apple pode não ser vista como concorrente para as emissoras talvez porque ela não produza conteúdo, apenas o retransmita. Mas, e se ela se empolgar e criar suas próprias séries e filmes? Dinheiro e experiência técnica não faltam…