As redes sociais que funcionam em videoconferência

Que tal encarar uma videoconferência diferente, em que alguém aparece no vídeo respondendo em alto e bom som às perguntas e os comentários digitais dos demais participantes? Com o adicional de que, se a conversa estiver boa, as pessoas podem mandar para a tela um ‘curtir’ em forma de corações…

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No ar desde abril, o app Periscope é uma nova rede social e também uma ferramenta de transmissão de vídeos que está fazendo as pessoas se relacionarem de um jeito ainda mais interativo. O concorrente Meerkat surgiu um pouco antes e oferece basicamente as mesmas funções do concorrente, mas não é tão popular quanto o Periscope. Ambos rodam em iOS e Android.

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Nos dois apps de live streaming, o usuário começa a transmissão de vídeo e permite que todos os seus seguidores – ou apenas alguns pré-selecionados – acompanhem a produção. A audiência pode interagir enviando mensagens em tempo real ou “coraçõezinhos”, para demonstrar agrado.
Também dá para criar uma rede de usuários independentes, separada por assuntos ou temas. Todas as filmagens podem ser gravadas, e ficam armazenadas por até 24 horas para visualização futura.
Uma vez que o Periscope é controlado pelo Twitter, uma marca conhecida, a associação ajudou o app a se tornar mais conhecido do público. O Meerkat saiu na frente e conquistou muitos seguidores, mas o Periscope oferece mais funcionalidades e deve tirar o atraso logo.
E, embora o Twitter seja o dono do aplicativo, suas funções não são interdependentes. O Periscope pode ser acessado sem que seja preciso ativar o microblog.
Tanto no Periscope como no Meerkat, a interação é cativante. De qualquer lugar do Brasil, é possível conversar com desconhecidos de outros países, acompanhar cenas cotidianas, manifestações políticas ou saber o que o artista preferido está fazendo.
No futuro, é de se imaginar que novas funcionalidades sejam acopladas, como comentários em viva-voz e interações com outras redes sociais. Tudo isso promete mudar mais uma vez a forma como as pessoas se relacionam no mundo virtual.

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PSafe é acusada de concorrência desleal no Brasil

Um caso de concorrência desleal no setor de TI se transformou em processo judicial. A PSafe, desenvolvedora do antivirus PSafe Total e controlada pelo grupo chinês Qihoo, está sendo processada pela concorrente Baidu na Justiça de São Paulo. A denúncia foi feita na sexta-feira (14/8).

Desleal

Acusada de manipular informações sobre a concorrência e práticas desleais de mercado, a PSafe pode sofrer uma multa de mais de R$ 500 mil e ser obrigada a retirar seu app do Google Play, caso seja condenada. A desenvolvedora Baidu, responsável pelo buscador de mesmo nome e dos apps DU Speed Booster e Baidu Browser, alega que a PSafe está enviando mensagens falsas aos usuários há pelo menos duas semanas.

A ação do concorrente provocou uma desinstalação maciça de apps da Baidu nos últimos dias. Por isso, a empresa quer que a PSafe remova os alertas falsos e se retrate publicamente, além de ressarcir os prejuízos. “Em função dos graves e recorrentes prejuízos causados pelas atitudes não-competitivas, o Baidu se vê obrigado a pedir à Justiça brasileira que impeça a PSafe de continuar enganando seus usuários”, de acordo com comunicado.

Uma perícia sobre as mensagens do PSafe Total foi realizada pelo pesquisador Paulo Lício de Geus, professor associado da Unicamp e doutor em Ciências da Computação pela Universidade de Manchester (Reino Unido), a pedido do Baidu. Depois de vários testes, Geus constatou que, quando um usuário do PSafe Total tenta baixar o DU Speed Booster (app de aceleração de desempenho), surge um alerta advertindo sobre os “riscos” do app ao usuário, pois, ao “pedir permissões excessivas”, o uso poderá ser para fins “maliciosos”.

A deslealdade não para por aí. Assim que o usuário do PSafe Total começa a excluir um app qualquer do smartphone, recebe uma solicitação para deletar outros apps pouco usados. Só que, além dos menos acessados, também são apagados, invariavelmente, os aplicativos do Baidu – mesmo que eles sejam sempre utilizados. Os apps mais deletados são o DU Speed Booster, DU Battery Saver e Baidu Browser.

Geus também fez alguns testes para verificar se o software antivirus do PSafe estaria eliminando equivocadamente outros apps, e descobriu que o PSafe Total realmente desinstala programas do Baidu. A prova é que o perito criou um app sem funções, chamado de Dummy Browser, e o registrou como software do Baidu.

Quando o app foi instalado em um aparelho com PSafe Total, logo chegou uma notificação alegando que o aplicativo – sem função nenhuma e criado especificamente para teste – era “perigoso”, com a sugestão de excluir o mesmo.

A julgar pelo histórico da Qihoo, controladora da PSafe, é bom os concorrentes brasileiros se precaverem. Ela é acusada de concorrência desleal em vários países, e não é difícil suas polêmicas irem parar nos tribunais.

As lentes virtuais que transformam o mundo real

No meio do ano, a Microsoft escolheu a E3 – maior feira de jogos eletrônicos do mundo – para mostrar ao mundo o seu óculos de realidade aumentada HoloLens. E pela reação entusiasmada da plateia, o dispositivo agradou muito.

Junto com o Google Glass e o Morpheus, da Sony, o HoloLens joga mais expectativa no lançamento de dispositivos de realidade aumentada, que prometem interações tridimensionais de tirar o fôlego, tanto em jogos como navegação virtual. Tudo isso em um futuro bem próximo – 2016?

A boa receptividade do público da E3 deu impulso ao projeto de óculos holográfico da Microsoft, que anunciou há alguns dias o lançamento da versão para desenvolvedores em janeiro do próximo ano.

Mas, o que o óculos holográfico da Microsoft tem de tão interessante? Muita coisa. Ao colocar as lentes virtuais do HoloLens nos olhos, a sala de estar pode se transformar em um ambiente virtual repleto de painéis e telas gráficas.

Uma TV digital pode ser projetada na parede, para ver futebol e filmes. Se a programação estiver muito chata, é só ‘fechar’ a TV e ativar o jogo Minecraft. Com a vantagem de jogar em primeira pessoa, imerso em um ambiente totalmente tridimensional.

Também dá para acessar e-mails e conversar com amigos em janelas virtuais abertas em qualquer canto da sala.

Quem não quiser esperar até o ano que vem para conferir as funcionalidades dos óculos holográficos, pode ter uma pequena ideia de realidade virtual nas lojas da Rayban e rede Extra.

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Tudo-em-um: o gerenciador de arquivos que compartilha documentos na nuvem e toca multimídia

Versátil, intuitivo e leve, o gerenciador de arquivos ES File Explorer tem funcionalidades que vão além da organização de pastas nos aparelhos Android. Não é por acaso que esse app do Baidu é um dos mais procurados no Google Play.

O ES File Explorer é um tudo-em-um que gerencia fotos, música, vídeo e documentos de forma bastante intuitiva, mas também compartilha arquivos a partir do computador ou smartphone e ainda funciona como tocador de multimídia.

Versatilidade

A tela inicial abre opções de tipo de conexão – celular, LAN, rede própria, FTP – e a possibilidade de acessar outras redes, como o Bluetooth, e contas em nuvem.

A integração com os principais servidores em nuvem é uma grande vantagem do app em relação aos concorrentes. O ES File Explorer se comunica com o Dropbox, Google Drive, Amazon S3, mas outras plataformas de nuvem são facilmente acessadas. Para navegar no Dropbox, por exemplo, basta autorizar o acesso no ES File Explorer.

Compartilhamento e multimídia

Quando um arquivo ou pasta é selecionado no app, pode ser copiado, movido ou compartilhado em qualquer player. No ES File Explorer, o usuário também pode adicionar foto, música e filmes em listas de reprodução, criar atalhos e até ocultá-los do explorador de arquivos.

A personalização de tela e funções também é um opcional interessante, e inclui exibição de botões, programação de limpeza de arquivos desnecessários, backup e senhas. Na função lixeira – sim, ela está disponível – o usuário pode apagar seus dedos provisoriamente e recuperá-los posteriormente, caso mude de ideia.

O ES File Explorer é um dos gerenciadores de arquivos mais completos e confiáveis para Android. Além dos recursos mencionados, há outros (ocultamento de apps, janelas múltiplas, acesso a arquivos por gestos etc.) que são executados sem falhas ou panes.

As vantagens não ficam só nas funcionalidades. De uma forma até surpreendente, o ES File Explorer é um app gratuito que não tem nenhum anúncio.

Aparelho ‘Xing ling’? Que nada, é Made in China

Ao menos no que se refere aos smartphones, os aparelhos chineses estão deixando de ser conhecidos pelo apelido genérico de ‘xing ling’ – dado aos produtos eletrônicos de baixa qualidade que imitam marcas conhecidas.

Fazendo aparelhos cada vez melhores e com dinheiro de sobra para gastar, as empresas chinesas de celulares e de tecnologia em geral estão mudando a percepção do mercado mundial em relação aos seus produtos e serviços. Um processo que poderia ser acelerado se os chineses investissem mais em posicionamento de marca e atendimento ao cliente.

Lenovo

A primeira grande marca chinesa a se tornar conhecida mundialmente foi a fabricante de notebooks Lenovo. Ela conquistou sua fatia global ao comprar a divisão de PCs da IBM e a de celulares da Motorola há alguns anos. No Brasil, adquiriu a CCE. E para quem acha que a Asus e a Acer vieram antes, é preciso destacar que ambas são taiwanesas.

No ramo de smartphones e telecomunicações, há empresas chinesas de classe mundial como Xiaomi e Huawei. Elas chegaram ao topo do multibilionário mercado consumidor da China vendendo produtos de alta qualidade a preços baixos. A Xiaomi contratou um brasileiro, Hugo Barra, para conduzir o processo de internacionalização nos mercados emergentes. No Brasil, os smartphones Xiaomi Mi 4 são um sucesso de vendas devido ao baixo preço e alto desempenho.

Tanto a Lenovo como a Xiaomi estão apostando em crescimento orgânico – compra de concorrentes e abertura de operações locais – para se tornarem conhecidos. No Ocidente, é preciso turbinar essa estratégia com construção de marcas e serviços de pós-venda (assistência técnica e atendimento ao cliente).

O exemplo da JAC

É um exemplo que as fabricantes chinesas de tecnologia poderiam aprender com a sua conterrânea JAC Motors. No Brasil, a montadora chinesa gastou uma fortuna para fazer com que o apresentador Faustão anunciasse seus carros na TV. Apesar da boa qualidade dos carros e preços em conta, as vendas patinaram. A JAC não avaliou que era preciso estocar peças de reposição em número suficiente para atender às demandas dos clientes. Elas demoravam a chegar e eram caras, porque tinham que ser enviadas da China.

De acordo com um executivo de marketing de uma empresa chinesa de tecnologia, os asiáticos são muito conservadores no que se refere a marketing e comunicação. Para construir marcas admiradas, ele lista algumas ações:

  1. a) ter um serviço de pós-venda impecável para nenhum consumidor falar mal da marca;
  2. b) ter um time de redes sociais trabalhando o engamento e simpatia do consumidor;
  3. c) apoiando causas que são caras aos consumidores: sustentabilidade e patrocínio de esportes;
  4. d) investir em publicidade “inspiracional”, que não é focada em venda, mas em mostrar uma imagem ‘cool’ da marca

Além de smartphones, Xiaomi vende purificador de água. Faz sentido?

No mesmo 16 de julho em que a fabricante chinesa de celulares Xiaomi anunciava seu primeiro modelo de TV de alta definição, o Mi TV 2S, um novo purificador de água roubou as atenções do mercado de tecnologia.

O aparelho que desviou as atenções é o Mi Water Purifier, da própria Xiaomi. No formato de uma caixa branca comprida (tem 40 cm de altura e uns 20 cm de largura), o filtro cumpre bem a função de eliminar resíduos bacteriológicos, físicos e químicos da água.

Tecnologicamente falando, o grande diferencial do Mi Water é a interação por meio da internet das coisas. Pelo celular, é possível consultar a qualidade da água filtrada e o tempo que falta para a troca do filtro. Quando a hora chega, é possível comprar o refil pelo app do purificador.

Disponível na China, o aparelho custa 1.300 yuans (ou 670 reais, de acordo com a cotação média de julho). O brasileiro Hugo Barra, vice-presidente da Xiaomi, disse que a empresa pensa em levar o Mi Water para outros mercados – começando pela Índia. Para o Brasil, não há previsão.

A aposta da Xiaomi em produtos tão diversificados tem como objetivo atrair ainda mais a sua jovem clientela. Vendendo smartphones tão potentes quanto o das principais marcas pela metade do preço, a empresa conquistou dezenas de milhões de universitários e consumidores que estão entrando na vida adulta.

Assim que o seu público amadurecer, vai querer comprar utensílios para a casa. Começando com purificadores e TVs, a Xiaomi quer ser lembrada como uma marca de tecnologia e também de utilidades para o lar. Ou de estilo de vida, como a fabricante prefere.

Com muito dinheiro e capacidade de inovação, as empresas de tecnologia perceberam que podem reinventar produtos tradicionais. Enquanto a Apple e o Google se envolvem com carros próprios automatizados, a chinesa Xiaomi prefere diversificar seus produtos para segmentos mais caseiros.

O desenvolvimento acelerado da internet das coisas permitirá cada vez mais a comunicação virtual entre diversos objetos. Hoje, com um celular, é possível controlar remotamente a programação de TV ou checar se a água da casa está boa para beber. Amanhã, será a casa inteira.

A commoditização dos smartphones

Cabendo facilmente em bolsos e bolsas, os smartphones de cinco polegadas não chamam atenção e oferecem boa visualização de imagens e navegação nas redes sociais. Com a procura aquecida, tudo indica que esse será o novo padrão de mercado nos próximos anos. Na Ásia, continente que lidera o uso de celulares, esses aparelhos já são dominantes.

Uma pesquisa de 2014 da empresa de serviços de internet Jana Mobile revela que os  aparelhos com mais de 5 polegadas são desejados por 61% dos usuários brasileiros. Desse total, 18% gostariam de ter um aparelho com 5 polegadas. É nessa especificação que se encaixam o iPhone 6 (4,7 polegadas), o Xiaomi Mi 4 (5 polegadas) e os Samsung Galaxy S6 e S6 Edge (5,1 polegadas).

Ainda há quem prefira aparelhos maiores, mais chamativos e fisicamente parecidos com os mini-tablets. Os de 5,5 polegadas (iPhone 6 Plus) são os preferidos por 17%, e as telas maiores (Nexus 6, com 5,9 polegadas) são cobiçadas por 26% dos donos de smartphones.

Esse é o caminho

A Apple percebeu que o caminho é esse. Junto com o tamanho dos Iphones, subiu também o lucro da venda dos aparelhos. De acordo com o Wall Street Journal, o ganho da Apple no primeiro trimestre representou 92% de todos os lucros de smartphones, puxado pelos iPhone 6 e 6S. A Samsung ficou em segundo lugar, com 15%. Como outras fabricantes perderam mercado, o total de lucros de ambas superou os 100%.

É claro que a Samsung não se conformou com a segunda posição. Os novos Galaxy S6 e S6 Edge são bastante confiáveis e poderosos, mas as vantagens param por aí. Não houve, por exemplo, uma grande mudança nas funcionalidades do aparelho, no tamanho da tela e nem no design (ao contrário da concorrente americana). Resultado: os usuários não ficaram entusiasmados e as vendas caíram.

Para complicar, a chinesa Xiaomi anda pressionando a Samsung com modelos bons e baratos. Na China, a Xiaomi já vende mais que os sul-coreanos, e vem tirando a diferença em outros mercados.

Samsung desenvolve celular 3D

A Samsung está atrás de novidades para virar o jogo. Entre elas, a criação de baterias mais duradouras e uma nova tecnologia de telas para smartphone com resolução 11K, que representa 2.250 pixels por polegadas – uma visualização rica em detalhes que daria efeito tridimensional às imagens do aparelho. Para comparar, o iPhone 6 Plus tem resolução de 401 pixels por polegadas.

Cada grande fabricante tem modelos próprios de smartphone de cinco polegadas, como o Nexus 6 (Google), o LUMIA 1520 (Microsoft) e o G4 (LG). Mas enquanto os modelos se aproximam em tamanho e desempenho, é preciso que eles sejam mais baratos, para atender à crescente demanda mundial por smartphones.

A Xiaomi tem oferecido respostas convincentes ao desafio do bom e barato – uma realidade que a Apple, a Samsung e outras grandes não podem ignorar.

Você trocaria um táxi pelo Uber?

Do mesmo jeito que o aplicativo Uber está fazendo sucesso entre os usuários, está causando uma enorme polêmica. Pelo app, o consumidor pode fazer uma corrida em um carro de luxo e pagar com base na distância percorrida. Ou seja, usar um serviço de transporte gourmet, para usar a expressão da moda.

Quem não está nada feliz são os taxistas, que acusam o Uber de concorrência desleal. Ao contrário dos taxistas, os motoristas do Uber não precisam de licença para operar nem recolhem impostos – o que aumenta, de fato, a sua lucratividade. Além disso, os motoristas parceiros do Uber são particulares que compraram um veículo de luxo e resolveram se associar ao aplicativo.

Quem usou o Uber considerou o serviço muito bom. Os carros são novos, confortáveis e os motoristas trabalham de terno e gravata. Eles também são muito educados e atenciosos. E o valor da corrida não é tão diferente ao da tarifa cobrada pelos taxistas.

Em uma cidade como São Paulo, onde conseguir um táxi nos horários de pico é um exercício de paciência, o Uber pode ser uma alternativa viável. Para melhorar a convivência entre os taxistas, penso que o governo poderia estudar formas de regulamentar e taxar a atividade.

Proibir o app, como quer a Prefeitura de São Paulo, não parece ser a melhor solução. A tecnologia cria, muda e destroi negócios o tempo todo, e quem souber se adaptar terá uma grande vantagem competitiva.

No domingo (5/7), o colunista do Estadão Renato Cruz fala sobre a polêmica do Uber em São Paulo, emitindo uma opinião, a meu ver, bastante coerente: “o que chama atenção nessa história toda é que as autoridades, no lugar de buscar uma maneira de regularizar o serviço, procuram um jeito de tirá-lo de operação. Se o Uber não paga impostos, deveria ser autuado pela Secretaria Municipal de Finanças, e começar a pagá-los. Se representa concorrência desleal aos táxis, deveria ser criado um regulamento para reduzir essa assimetria, de preferência facilitando a vida dos taxistas, e não dificultando a atuação do Uber.”

Consumo consciente de energia é bom para o bolso e a natureza

Prepare o bolso, paulistano. Em julho, a conta de energia vai ficar 17% mais cara do que a de junho. Esse aumento se juntou aos demais que aconteceram no ano e deixou a conta 75% maior do que a tarifa cobrada em dezembro de 2014.

Seja você um abonado ou não, a ocasião é ótima para aderir de vez ao consumo consciente. Quem não vive sem celular, por exemplo, pode aprender a usar melhor a bateria. Isso será mais prático do que passar o dia inteiro usando a rede do Starbuck’s, do trabalho ou até da academia.

Pelas contas do TechTudo, deixar os carregadores de celular e tablet na tomada por 16 horas custa R$ 3,76. Pouco? Em um mês de 30 dias, são R$ 169,20. Ou R$ 2.064,24 em um ano de 366 dias.

A carga de energia necessária para fazer uma bateria funcionar é muito inferior ao que é necessário para ligar uma geladeira ou chuveiro elétrico. Mas seu uso correto preserva a vida útil do equipamento e evita o descarte precoce na natureza.

É bom lembrar que a busca de eficiência energética é um dos maiores desafios de responsabilidade sócio-ambiental para as indústrias eletrônicas. Dado que bilhões de seres humanos usam celulares e outros dispositivos, o que poderia representar o impacto de centenas de milhões de celulares jogados na natureza?

O botão virtual está cada vez mais real

Quem nunca ficou preocupado com o desgaste dos botões físicos dos celulares? Durante o dia, é normal apertar o dispositivo incontáveis vezes para acessar telas de comandos,  fazer ligações ou acionar a câmera embutida. E quanto mais antigo o celular, maior a chance de o botão falhar.

Mesmo quando ele não funciona, dá para usar o celular por meio de apps que substituem os botões físicos ou ativar a função de botão virtual embutida nos aparelhos mais recentes.

No Google Play, o app Assistive Touch for Android vem sendo elogiado pelos usuários, mas há vários programas de botão virtual disponíveis na loja. Na versão gratuita, o Assistive Touch for Android simula as mesmas ações do sistema original.

Para os donos de Iphone, basta ligar o recurso no menu Configurações/ Ajustes > Geral > Acessibilidade > Assistive Touch (ativar opção).

Há quem ache que os botões virtuais vão acabar virando tendência nos próximos anos. Uma reportagem da Business Insider revela que os chineses costumam usar seus Iphones dessa forma. Como o recurso pode ser movido para qualquer canto da tela, não atrapalha a visualização de imagens ou uso de aplicativos.

À medida que mais usuários começam a usar botões virtuais, colocam um dilema nos fabricantes: desenvolver botões físicos mais resistentes ou eliminá-los de vez, apostando cada vez mais em funcionalidades virtuais.